sexta-feira, 15 de maio de 2015

Entrevista - Janda Montenegro

1. Quando se envolveu com a escrita?

Desde pequena eu “brincava” de escrever, mesmo antes de aprender a escrever – eu ficava apenas desenhando as formas, fingindo que estava escrevendo. Acho  que isso é o que chamam de destino, rs.

2. O que você quer passar para seus leitores?

Boa histórias às quais eles se identifiquem. Quero que os leitores saibam que existem mais pessoas que agem e pensam como ele, que “final feliz” pode significar muitas coisas e que podemos crescer muito ao lermos um livro.


3. Sabendo que nos dias de hoje os jovens tem se interessado mais pela leitura, qual é o seu público alvo?

Escrevo para uma faixa etária que, quando eu tive essa idade, senti  falta de livros voltados a esse público: entre 16 e 30 anos.

4. Conte como foi sua experiência de começar a escrever livros.

Minha experiência foi diferente de todos os outros. Desde o primeiro livro tive uma editora interessada em publicá-lo e, desde então, venho aprendendo muito na prática, livro após livro.

5. Dizem que os personagens dos livros têm um pouco do autor. O que tem no seu livro sobre você? Por quê?

Gosto de colocar situações reais nas histórias, episódios, falas ou atitudes que tenham acontecido comigo ou com pessoas que conheço, assim, os personagens e as histórias se tornam mais reais, e os leitores se identificam mais  - porque meus personagens não são perfeitos; eles falham e erram como todo ser humano, como nós mesmos.

6. Quais seus autores e livros favoritos?

Pedro Bandeira é meu favorito nacional. Gosto muito de “A marca de uma lágrima” dele.
De fora, gosto do português José Luis Peixoto, do  escocês James Barrie, que escreveu “Peter Pan” e do irlandês Oscar Wilde.

7. Quais são seus próximos projetos?

Vou agora cursar mestrado no exterior, lançar a continuação de “Por enquanto, adeus” na Bienal do Rio, chamado “O último adeus” e escrever mais um livrinho para vocês, para o ano que vem. ;-)

8. Qual é a sensação de saber que estão lendo seus livros? Qual é a sensação de ter seu trabalho reconhecido?

A sensação é ótima, não vou mentir, rs.  Mas como disse antes, mais do que ler meus livros, gosto quando o leitor se identifica com os personagens ou os episódios, e entende que ele próprio é normal por fazer as escolhas que fazem, e que está tudo bem ser assim. Gosto de saber que minhas histórias causam emoções e sensações. É ótimo receber recadinho dos leitores, estejam eles chorando ou com raiva, porque isso, para mim, significa missão cumprida.

9. Quando era criança, você pensava em escrever um livro?

Pensar eu não pensava não, rs. Mas tenho provas de que desde criança escrevia livros – vários!!

10. Você em um novo projeto pensou em basear memórias de sua vida pessoal que não tenha falado para ninguém e publicar em um livro?

Não, e não acho que seja uma boa ideia fazer isso. Deixemos isso pra minha biografia, quando eu morrer  rs.

11. O que, hoje, seu trabalho como escritora mudou sua vida?

Meu horário e estilo de trabalho hahaha.  Trabalho em casa, 14 horas por dia, sem ter que  colocar maquiagem e  gerenciando meu próprio tempo.  Parece molezinha, mas exige muito comprometimento trabalhar por conta própria.   
                 
12. Como vê sua vida hoje? Está feliz, satisfeita ou quer algo mais?

Feliz claro que estou, cheguei onde gostaria de estar, mas, claro, sempre pensamos no próximo passo.  Quero viajar o mundo inteiro ainda antes de dizer que estou plenamente satisfeita. ;-)

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