quinta-feira, 16 de julho de 2015

Entrevista - Luiz Fabrício, Goldfield


      1.   Quando se envolveu com a escrita?
   
Escrevo desde os 12 anos de idade, quando estava na 6ª série, em 2001. Sempre criei diversas histórias na minha cabeça, com enredos em formato de filme ou jogos de videogame. No início do ginásio comecei a ganhar estima pela leitura, e vi que escrever seria a melhor forma de levar minhas histórias ao mundo. Comecei inspirado por filmes de ação, e minha primeira criação foi um roteiro para um filme caseiro que pretendia fazer usando bonecos dos “Comandos em Ação”. O filme nunca saiu, mas nunca mais parei de escrever desde então.

      2.   O que você quer passar para seus leitores?
      
Quero que eles vivenciem minhas histórias assim como eu as vivencio ao escrever, emocionando-se, envolvendo-se e também evoluindo em algo junto com a jornada de cada personagem. Como professor, tenho também por meta aumentar o interesse dos leitores por História e fazê-los aprender enquanto leem, sem que se torne uma atividade entediante.

3.   Sabendo que nos dias de hoje os jovens tem se interessado mais pela leitura, qual é o seu público alvo?

Eu escrevo para diversos públicos, mas no caso de “O Legado de Avalon”, os jovens são meu exato público-alvo. A história foi imaginada e escrita pensando em adolescentes e em como se desenrola essa fase da vida.

4.   Conte como foi sua experiência de começar a escrever livros.

Desde que comecei a escrever, minha meta era publicar livros, porém percorri um longo caminho para aprimorar minha arte. No começo eu escrevia contos e narrativas bem curtas, mais por falta de experiência. Cheguei a publicar dois livros de contos de forma independente no colegial, “À Margem da Idade” e “Colombo-2035”, em baixa tiragem. Mais ou menos na mesma época, conheci as fanfics, e iniciei narrativas mais longas e bem-trabalhadas, que postava capítulo por capítulo na Internet. Com o amadurecimento que ganhei, achei estar pronto para investir em romances quando saí da faculdade, em 2010. “O Legado de Avalon” foi meu primeiro trabalho com início, meio e fim destinado a ser um livro longo com uma só história, ao invés de uma antologia de contos ou noveleta – como fazia antes.

5.   Dizem que os personagens dos livros têm um pouco do autor. O que tem no seu livro sobre você? Por quê?

Eu estou “pulverizado” por todo o livro, por assim dizer. O Aurélio tem características minhas, como gostar de games de estratégia e de aulas de História, porém minha forma de pensar e agir não são necessariamente as dele. Meu apreço por rock n’ roll está no Gabriel, meu jeito meio desajeitado no Bruno. Parte da minha filosofia de vida e o que aprendi ao longo dos anos está nos diálogos com Genaro e o Merlin. Além dos personagens, o contexto da trama está relacionado à minha paixão por História e Mitologia, o fato de eles se deslocarem por vários cenários tem a ver com meu gosto por viajar (e viajei escrevendo, ao pesquisar sobre cada lugar que o livro retrata), entre outros aspectos.

6.   Quais seus autores e livros favoritos?

São tantos que acho difícil não esquecer algum, mas os principais são Machado de Assis (pelos contos e a ironia), Júlio Verne (um dos precursores da ficção científica; e que sabe usar didatismo como ninguém, sem ficar “chato” ao leitor), Bram Stoker (pela narrativa de “Drácula” toda em forma de relatos e diários, um estilo de escrita do qual gosto bastante), George R.R. Martin (pela fantasia de base histórica e verossimilhança), Aldous Huxley (e sua distopia “Admirável Mundo Novo”, livro que me marcou muito), dentre muitos outros.

7.   Quais são seus próximos projetos?

Tenho várias obras prontas aguardando publicação, e outras em andamento. Além da continuação de “O Legado de Avalon”, chamada “A Profecia do Condestável” (em reta final de escrita), tenho um projeto de super-heróis no Brasil chamado “Os Guaranis”, uma história de zumbis intitulada “Mercado dos Mortos”, um romance de ação e espionagem envolvendo vampiros, “Draculea”, dentre outros, que pretendo lançar conforme houver oportunidade.

8.   Qual é a sensação de saber que estão lendo seus livros? Qual é a sensação de ter seu trabalho reconhecido?

Deve ser uma das melhores sensações que existem. É saber que estão viajando pelos mesmos mundos e tramas que idealizei, sentindo o mesmo que senti ao escrever. Extremamente gratificante.

9.   Quando era criança, você pensava em escrever um livro?

Não, mas algumas vezes me imaginava produzindo histórias em quadrinhos ou desenhos animados. Sempre criei histórias – só mudou a forma em que me especializei em contá-las.

10. Você em um novo projeto pensou em basear memórias de sua vida pessoal que não tenha falado para ninguém e publicar em um livro?

Tenho algo em mente sim para o futuro, numa obra que envolverá o personagem que originou meu pseudônimo “Goldfield”. Mas apesar de muita coisa autobiográfica, teria um fundo ficcional. Um dia sairá do papel.

11. O que, hoje, seu trabalho como escritor(a) mudou sua vida?

É uma das coisas que me movem. Abriu muitas portas quanto a conhecer pessoas, buscar novos conhecimentos e atingir minha realização profissional e pessoal. Jamais pretendo parar.


12. Como vê sua vida hoje? Está feliz, satisfeito(a) ou quer algo mais? 

Quero continuar escrevendo, publicando e alcançar um público maior para minhas obras. Chegar ao ponto de conseguir viver do que produzo. O caminho é longo e árduo, mas estou certo de que ainda atingirei esse objetivo.

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